Mariane, 16 anos, Brasil.
Espectro galáctico vagando no infinito. Um tanto simples e complicada demais num universo de tudo e nada.
BRADLEY, Marion Zimmer. As Brumas de Avalon - A Senhora da Magia. Rio de Janeiro: Imago Ed., 1989.
– Você poderia me dizer, por favor, qual caminho devo seguir para sair daqui?
– Depende muito de onde você quer chegar – disse o Gato.
– Não me importa muito onde… – disse Alice.
– Então não importa o caminho – disse o Gato.
– …desde que chegue a ALGUM LUGAR – Alice acrescentou, como uma explicação.
– Ah, é certo que chegará a algum lugar - disse o Gato –, é só caminhar o bastante.
CARROL, Lewis. Aventuras de Alice no País das Maravilhas. Rio de Janeiro: Editora Objetiva 2008. p. 80-81
grifeinumlivro:
Claraboia. José Saramago
(via @renata_ze)
(…) muita gente acredita, mesmo sem estar consciente disso, que ter dúvidas e perguntar é expor uma debilidade, um sinal de dificuldade intelectual ou de falta de “conhecimentos”. Como nossa cultura valoriza muito a inteligência e a informação (ou, pelo menos, o parecer inteligente e bem informado sobre tudo), poucos se arriscam a ser interpretados como tolos, ignorantes ou confusos ao fazer uma simples pergunta.
Assim, a conversação entre as pessoas costuma ser, com frequência, uma sucessão de monólogos ou de enfrentamentos, em que cada um dos interlocutores está mais preocupado em dar o contra ou exibir seus “conhecimentos”, suas certezas, do que em entender o outro ou aprender com ele - ou junto com ela. Em resumo, o que está em jogo é mais o amor-próprio, a vaidade pessoal do que a aprendizagem. E, quando não entram nessa disputa, as pessoas “optam” pelo silêncio. (…)
COTRIM, Gilberto e FERNANDES, Mirna. Fundamentos de Filosofia. 1 ed. São Paulo: Saraiva, 2010. p. 35
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